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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Noite Sorocabana: opções para diversos gostos

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O final de semana está chegando e você já sabe o que fazer? Balada, jantar, barzinho, são várias opções que Sorocaba apresenta e, apesar de interior, vem quebrando o tabu da noite pacata. 

A noite sorocabana é movimentada tanto por bares como danceterias. O bairro Campolim, localizado na Zona Sul, é referência, pois concentra diversas opções em um só lugar. Nele, encontramos espaços para vários tipos de músicas, entre elas, eletrônicas e mpb ganham destaques em bares e boates. A gastronomia também está presente com cozinhas nacionais e internacionais e redes de fast-food. 

Para o assistente de departamento pessoal, Danilo Maia, 22, a cidade atende às expectativas. Junto à noiva, Joyce Pintor, 20, ele fala da escolha noturna. “Costumamos sair mais para restaurantes e bares. E nisso, Sorocaba está bem, pois sempre apresenta coisas novas. Não preciso ir para outra cidade”. O casal ainda deixa a dica para quem está a fim de um belo jantar. “O Vila Florinda, pois é agradável e tem um bom cardápio”. 

A cultura vem também como ponto forte local. A turma da pipoca, hoje, já conta com mais opções, pois são mais de dez salas de cinema espalhadas entre os quatro shoppings da cidade. A estudante universitária, Camila Fontenele, 21, afirma não ter perdido a paixão pelas emoções da telona. “Gosto da sensação de sair, comprar pipoca e assistir ao filme”. 

Ela confessa sentir falta de outros estilos cinematográficos presentes, como lugares alternativos. “Talvez, por eu ter morado em grandes capitais, sinta essa diferença. Em relação aos filmes, por exemplo, há grandes obras francesas e até mesmo nacionais e que não são divulgadas aqui. Teve um dia em que estava em cartaz um filme francês e no dia em que fui assistir estava com problema, ou seja, logo no outro já não estava mais em cartaz”, desabafa. 

Porém, Sorocaba já conta com diversos filmes, dentro e fora dos cinemas implantados nos shoppings locais. Uma opção é o CineCafé. A parceria entre SESC e Oficina Cultural Regional Grande Otelo apresenta durante as noites de sexta-feira um curta e um longa-metragem. São clássicos e alternativos. Após as sessões gratuitas, é aberto espaço para discussão, mediado pelo produtor Marcelo Domingues. 

Para os amantes dos palcos, algumas instituições como SESI, Fundec e SESC contam com apresentações musicais e teatrais em variados dias semanais. 

Já se o assunto é agitação, vamos à balada. A estudante universitária Mariana Fantato, 22, que o diga. A jovem que costuma sair aos fins de semana sente a falta de inovação na noite sorocabana. “São sempre as mesmas pessoas e lugares. Não muda!”, diz. De forma parecida pensa a educadora Alexandra Brasil, 30. “Está difícil ver balada diferente. Sempre estou nos mesmos lugares por falta de opção”. 

O representante comercial Teddy Corrales, 21, prefere optar por bares. “Acho um local mais tranquilo e que apresenta um público específico”, conta. Para quem deseja conhecer, Corrales deixa ainda a sugestão de estabelecimentos como o Pé na Areia e Paiol. “Vale a pena”, finaliza. 

Casados, namorados, enrolados ou solteiros, fato que os finais de semana a noite são convidativos para uma bela saída. Do simples passeio ao cinema à balada mais comentada da cidade, a noite sorocabana, apesar de pequena, traz opções para os diversos gostos e interesses. Basta escolher! E aí, qual vai ser de hoje?

Cristina Tolêdo (AgênciaJor/Uniso)

Feministas não têm senso de humor, já os misóginos estão gargalhando

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Iriny Lopes, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, ganhou atenção da mídia e do público após se manifestar contrária a alguns produtos de entretenimento por considerá-los sexistas e desrespeitosos à dignidade da mulher. Primeiro foi o pedido que fez ao Conselho Nacional de Propaganda, para que suspendesse o comercial estrelado pela modelo Gisele Bündchen. Na peça publicitária, a modelo ensina duas maneiras de se dar a notícia de que bateu o carro ao marido, o jeito errado seria fazer o comunicado vestida, e o correto, usando apenas uma lingerie. 

A empresa responsável pelo comercial, a Hope, divulgou uma declaração em que justifica a peça como um produto com viés “humorístico”. A escolha de Gisele para o comercial, uma mulher bem sucedida profissionalmente, seria mais um fator para ressaltar o teor cômico da peça. Para a ministra, o comercial expõe a mulher como um estereótipo, valorizada apenas por sua sensualidade. 

Na internet, é possível perceber que grande parte das pessoas discorda da ministra. Os comentários mais comuns em sites que noticiaram o episódio são a respeito da aparência física de Iriny Lopes. O humorista e apresentador de TV Marcelo Tas escreveu em seu twitter que esse veto devia ser coisa de mulher feia. O desprezo por “mulher feia” parece ser comum entre os integrantes do programa apresentado por Tas, o “CQC”. Rafinha Bastos, outro humorista da atração, despertou a atenção ao dizer em suas apresentações que “mulheres feias tinham que ver o estupro como uma oportunidade” e que “o cara que estupra uma mulher feia devia ganhar um abraço”. 

A ministra também soltou uma nota de apoio ao Sindicato dos Metroviários, que se manifestou contra um quadro do programa “Zorra Total”. Nessa atração, uma mulher “feia” e um ator representando uma pessoa transexual conversam em um vagão de metrô. Em determinado momento, a mulher sofre abuso sexual, e a colega transexual aconselha a amiga a aproveitar o momento. Em essência, é a mesma piada feita por Rafinha Bastos. Mais uma vez, as pessoas se revoltaram com a ministra, ela é “feia”, “puritana”, “sem senso de humor”. 

É possível dizer que esses produtos não são sexistas? A utilização da “ultra ironia” não perpetua estereótipos sexistas? É óbvio que a intenção do comercial, da piada e do quadro é dizer algo tão sexista que você acaba percebendo que é sexista e ri do absurdo. É uma espécie de comentário sórdido com uma piscadinha de canto de olho, porque todo mundo sabe que é uma brincadeira. 

Vejo como preocupante a dificuldade que as pessoas têm de reconhecer um conteúdo sexista, de dar “nome aos bois”. Se um homem se esfrega em uma mulher no metrô, qual o nome disso? É abuso sexual. Se uma transexual é retratada com o estereótipo de escandalosa e promíscua, qual o nome disso? É transfobia. 

É curioso como as pessoas querem fingir que as piadas estão apartadas da realidade, mas em que contexto elas surgem? Essas ideias são criadas por humoristas reais que em algum momento acreditaram que fazer sexo com um homem é SEMPRE uma vantagem, e que se a mulher for feia deveria ficar contente com qualquer parceiro, porque mulher feia não tem direito de escolha. 

Aliás, mulher feia não tem direito nem a opinião. A ministra não é “bonita”, então deve ficar calada, esse é o grande argumento de seus opositores. “não me sinto sexualmente atraído por você, portanto sua opinião não tem importância”, essa é a lógica. Mas e se você for bonita? No comercial em que Gisele conta que bateu o carro do marido, como ela é sensual, o que diz também não importa, o foco está em seu corpo. Então, de qualquer forma, se você é mulher, o que você fala não tem relevância para essa sociedade. E clamam por senso de humor, querem que levemos na brincadeira, e quando é que as mulheres vão ser levadas a sério. 

Mulheres estudam em média dois anos a mais do que os homens, porém ocupam menos cargos de liderança e ganham menos do que os homens para desempenhar as mesmas funções. Quem quer rir disso? 

Priscila Fernandes da Silva (AgênciaJor/Uniso)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O renascimento das redes sociais

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No mundo virtual tudo é possível. Se há 10 anos conhecer 800 pessoas era um marco apenas para os populares da escola, hoje qualquer um pode criar seu perfil em uma rede social e ser seguido por mais de mil pessoas, como no site de microblog Twitter.

Há oito anos, o Orkut invadiu a vida do brasileiro, tomando boa parte de seu dia en-quanto “pesquisava” a vida de ex-namorados, participava de uma infinidade de comunidades sem sentido e comentava a foto de pessoas desconhecidas. Sua ascensão rápida fez com que se tornasse o site mais acessado pelos brasileiros durante anos. Em 2004, foi marcado na rede por campanhas virais de “clique no peixinho” na página de recados, brigas de casais por ciúmes de recados recebidos e comunidades engraçadinhas dos mais diversos gêneros.

Com o passar dos anos, o Orkut sofreu modificações que desmotivaram alguns usuários. As possibilidades de “invadir a privacidade alheia“ foram se reduzindo. Já era possível checar quem invadiu o seu perfil, bloquear página de recados e até mesmo seu álbum. Foi um momento em que muitos simplesmente desistiram da rede social, alegando que “ela perdeu a graça”.

Vale destacar que o grande sucesso do Orkut aconteceu apenas no Brasil. O excesso de postagens em português e as citações às celebridades brasileiras acabavam afastando os estrangeiros do site, que acabaram preferindo redes como o Myspace, e mais tarde, o Facebook.

Criado em 2004 por Mark Zuckerberg, em uma experiência universitária que acabou se tornando um negócio milionário, o Facebook atraiu também os olhares dos brasileiros. Muitos começaram a utilizá-lo logo em sua chegada no Brasil, em 2006. Com uma interface mais abrangente que a do Orkut, e com o foco nas atualizações dos amigos, o Facebook logo se tornou popular em todo o mundo, o que não foi diferente em terras tupiniquins.

Receosos pela perda de usuários, os administradores do Orkut optaram por uma mudança visual na interface do site, além de novos recursos e aplicativos com jogos diversos. A mudança mais atrapalhou do que ajudou: As páginas da rede começaram a ficar lentas para carregar, especialmente pelo fato de que muitos brasileiros não possuíam uma boa conexão com a internet. Os menus ficaram confusos, e cada vez mais as pessoas decidiram ir para o Facebook.

As comunidades foram se esvaziando, e “orkutcídios” (exclusão do próprio perfil no Orkut) aconteciam o tempo todo. O número de usuários do Orkut caiu em mais de 30% entre 2007 e 2008. Enquanto isso, o Facebook foi se “povoando”, em um crescimento absurdo de 976% no mesmo período.

Até mesmo as empresas viraram seus interesses para a nova rede de Zuckerberg, e começaram a surgir os primeiros perfis organizacionais do site. O mesmo foi tentado no Orkut, mas não funcionou muito devido ao grande número de profiles “fakes” (falsos) e spam. As mais diversas propagandas foram lançadas, buscando públicos diferenciados de acordo com seus gostos pessoais publicados em seus perfis.

Os inúmeros aplicativos e comunidades não foram suficientes para assegurar a popularidade do Orkut entre os internautas. No ano de 2011, o Google – proprietário da marca – já anunciou uma nova rede social, totalmente reformulada e nos moldes do Facebook: o Google Plus. Com foco nos “círculos de amizade”, o novo site buscará recuperar o mercado.

O curioso é o comportamento dos internautas através dos anos. Dentre todas as redes sociais, o Facebook e o Twitter são as que mais geraram polêmica até hoje. Enquanto o Orkut era uma rede interna, entre amigos e conhecidos, essas duas redes foram além, e reuniram artistas, políticos, empresas e celebridades em geral. Até mesmo os manifestos populares aumentaram, e flash mobs passaram a acontecer em diversas regiões do país, passeatas e protestos pelas mais diversas causas.

Talvez as redes sociais estejam acompanhando o desenvolvimento do povo enquanto “cidadão social”: mais participação e voz entre os setores. Não se trata mais de um veículo interno, mas da mistura entre os grandes e os pequenos. O Orkut caiu, mas outros grandes vieram para ficar. 

Luiz Fernando Toledo Antunes (AgênciaJor/Uniso)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Tecnologia resgatando o passado

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Dando uma sensação de aproximação dos personagens com o público, as animações gráficas estão virando sensação entre crianças e adultos com o cinema 3D. A última animação a cair na graça das pessoas é o filme “Os Smurfs”. Com aproximadamente 921 mil espectadores só nas duas primeiras semanas, o desenho, que foi sensação na TV nos anos 80, voltou com força total atraindo crianças e adultos. Além de toda tecnologia feita pela computação gráfica e de mexer com a imaginação das crianças, o filme passa uma mensagem para os adultos, mostrando a importância que é manter e valorizar a família. O filme tem uma mistura do mundo real com o imaginário, fazendo com que a fantasia tome conta da imaginação de todos, e levanta questões de quanto vale e se realmente vale a pena o sacrifício que se deve ter para conquistar uma vida com mais ambição. 

Outros desenhos animados também viraram febre, como ‘A Era do Gelo’. O filme que teve continuidade virando uma trilogia passou mensagens importantes, com assuntos do nosso cotidiano, um dos exemplos é o aquecimento global. Além do humor, o filme mostrou as complicações que os animais tiveram que passar na sua rotina por causa das mudanças climáticas. O que era para ser apenas um filme ‘bobo’ para crianças acabou caindo nas graças dos adultos e jovens. 

Os filmes com animações em 3D fizeram com que crescesse a ida das pessoas ao cinema, ajudando na produção de mais animações e criando uma competição para o desenvolvimento nas produções. A cada estreia, há uma novidade que desbanca as antigas produções, como os filmes ‘Harry Potter’, ‘Rio’ e ‘Piratas do Caribe’, que chegaram com uma novidade e hoje já não são mais atrativos. Além de apostar em uma mega produção, a indústria cinematográfica movimenta um alto valor. Só o filme ‘Os Smurfs’ arrecadou US$ 128 milhões na sua estreia pelo mundo. Difícil é saber o que ainda está por vir depois de tantas novidades e inovações. Mas podemos ter certeza que filmes de animações com computação gráfica estão em um bom período e qualquer lançamento tem grandes chances de ser sucesso. 

Jean Kleber Gonsales Pereira (AgênciaJor / Uniso)